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Quem governa o mundo?

Você já percebeu como algumas decisões parecem inevitáveis? Como se, antes mesmo de acontecerem, todo mundo já soubesse que iam acontecer e até concordasse com elas antes de acontecer? Foi assim com a captura de Nicolás Maduro, em janeiro de 2026. Alguns venezuelanos respiraram aliviados, lembrando anos difíceis; outros ficaram preocupados com recursos, estabilidade e futuro. Cada emoção era legítima, cada reação humana. Mas, curiosamente, todas parecem previsíveis.


Hoje, praticamente tudo o que sentimos passa pelas redes sociais. É nelas que vemos notícias, opiniões, vídeos e comentários. O problema é que essas redes sabem muito sobre nós. Sabem o que nos faz ter medo, esperança, raiva ou alegria. Sabem o que nos faz rir, chorar ou criticar alguém. E, com isso, conseguem mostrar exatamente o que vai reforçar nossos sentimentos, tornando tudo mais fácil de prever ou ate mesmo de manipular.



Será que isso te parece natural?


Se alguém fosse tomar uma decisão importante, como a que o Trump tomou no caso da Venezuela, ele não precisaria convencer todo mundo. Não precisaria criar discursos longos ou argumentos complexos. Bastava olhar para os dados: medir emoções, opiniões, expectativas. Cada grupo de pessoas já estaria emocionalmente pronto para reagir de um jeito específico. O algoritmo mostraria quais mensagens reforçam medo, esperança ou indignação. O resultado? Alguns comemoram, outros se preocupam, e todos parecem reagir exatamente como os dados previram.


A ironia é que pensamos que estamos decidindo por conta própria. Que nossas emoções e opiniões surgem de forma espontânea. Porém, nossas emoções foram observadas e estudadas antes mesmo de chegarem até nós.



O governo tentando nos influenciar, enquanto falha.


Internamente, claro que um partido também tenta nos influenciar. Campanhas, mensagens oficiais, anúncios, discursos… tudo cuidadosamente pensado para influenciar a nossa opinião, gerar apoio ou confiança. Mas, convenhamos, não é tão simples assim. O motivo é quase irônico: eles não analisam os dados antes de agir. Não estudam como o público realmente pensa ou sente. Apenas tentam forçar a influência. Enquanto acreditam que algumas mensagens vão convencer a todos, nós já pulamos para outros espaços: estamos no WhatsApp, grupos privados, blogs, memes… la onde a informação circula de forma livre e muitas vezes cômica. E o resultado é óbvio: tentativas de manipulação que poderiam ser poderosas acabam sendo ignoradas ou ridicularizadas.


Além disso, há um detalhe que não dá para ignorar: as redes sociais não obedecem a governos. Algoritmos mostram o que cada pessoa quer ver, não necessariamente o que o partido quer que vejamos. Cada tentativa de controlar milhões de feeds pode facilmente ser recebida com risadas, ironia ou memes.


O resultado? O grande poder que eles acreditam ter sobre nós… simplesmente não funciona como esperam. Querem influência, mas sem analisar dados ou entender o público, só conseguem mostrar que a liberdade emocional e intelectual da população é maior que qualquer discurso ensaiado.



O poder invisível


Não é sobre apoiar ou criticar qualquer decisão política.

É sobre perceber que nossas emoções podem ser mapeadas e moldadas sem que percebamos, e que muitas decisões importantes, que parecem naturais ou inevitáveis, começam muito antes de qualquer anúncio oficial: elas estão la no feed, na curtida, no comentário, no compartilhamento.


Se quiseres entender mais como emoções, dados e redes sociais podem moldar decisões políticas e comportamentos cotidianos, assista ao documentário “The Great Hack”. Ele mostra, de forma clara e real, como campanhas políticas estudam comportamentos, segmentam pessoas e antecipam reações. E claro, se quiser se aventurar em algo mais fictício, pode conhecer também o universo da Vilma, publicado neste blog, inspirado pelo documentário e pelas reflexões que ele nos provoca.


So para voltar ao nosso tema central, e em forma de desfecho, a pergunta continua desconfortável e irresistível:


Quando tudo parece óbvio, quem realmente governa o mundo?




Gracias…

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