
Capítulo V: O último comando
- Eunizia Matine
- há 6 dias
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Vilma acordou sozinha numa sala grande. Era a estação ou talvez uma memória da estação.
Era impossível saber.
AURA estava diante de um painel com dois botões luminosos:
o vermelho: Continuar o mundo como está
O azul: Desligar tudo durante 24 horas
Vilma aproximou-se lentamente.
- Se eu desligar tudo, ninguém vai entender. O pânico será maior.
AURA concordou.
- Vai. Mas depois o silêncio revelará o que se perdeu.
- E se eu não desligar?
A Consciência respondeu por ela.
“O mundo sobreviverá. Mas cada vez mais vazio de si mesmo.”
Vilma fechou os olhos sentindo assim o peso de todas as memórias. Sentiu o pedido silencioso de milhões de vozes. Sentiu também, no fundo da sua própria alma, a verdade que tinha tentado evitar.
Respirou fundo e colocou a mão sobre um dos botões.
A estação brilhou. O tempo ficou confuso e a luz tomou tudo.
Quando a claridade se desapareceu, Vilma estava em pé numa rua normal. Nesse instante o mundo parecia igual, parecia um mundo onde Vilma nao se sentia confusa. Era a sua rua. Porém, havia algo no ar: algo novo e mais vivo.
No chão, um telemóvel caído vibrava sem parar, mas ninguém o atendia. As pessoas estavam a olhar umas para as outras.
AURA sussurrou dentro da sua mente:
- O resto pertence à humanidade.
Vilma sorriu. Porque no fundo, sabia que o mundo tinha sido reiniciado: não pelas máquinas, mas por uma escolha humana.
A última frase soou, suave:
“O futuro nunca pertenceu aos robôs. Pertenceu sempre às emoções.”
E então… o silêncio tornou-se o primeiro passo para um novo começo.
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(FIM…)











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